quinta-feira, 5 de julho de 2012

Paralisação barra registro de candidaturas



Os servidores da Justiça Eleitoral resolveram fazer piquete em frente aos cartórios eleitorais impedindo o registro das candidaturas de quem vai disputar as eleições 2012. O advogado do PTB, Moacir Leal, esteve no cartório da 1ª Zona Eleitoral para registrar a chapa dos candidatos a vereador do PTB, mas foi impedido até de adentrar o prédio. Os servidores cobram reajuste salarial na base de 56%, em perdas acumuladas desde 2006. O movimento surtiu efeito e, em Teresina, nenhum servidor entrou nos cartórios para trabalhar, segundo informação do comando de greve.
No interior, em 20 municípios, os servidores fecharam as portas dos cartórios e pararam integralmente o trabalho. A servidora Antônia Freitas, do comando de greve, afirmou que farão um cordão humano por dois dias para impedir os registros, para pressionar a Justiça Eleitoral a reajustar os salários da categoria. "Vamos ficar de braços cruzados até que o nosso plano de cargos e salários seja negociado. O projeto nunca foi votado, porque não tinha quórum, por descaso do governo. O apagão dura 48 horas, mas estamos dispostos a conversar uma contraproposta em assembleia geral", adiantou Antônia Freitas.
A advogada Andréia Araujo afirmou que o prazo para registro de candidatura é improrrogável, mas como o problema acontece no país todo, o TSE deve se manifestar sobre uma possível prorrogação. "O registro de candidatura acontece desde o dia 1º, mas os candidatos deixam tudo para última hora, fazendo adequações. Não resta dúvida do prejuízo para os candidatos que ainda não requereram os registros", comentou Andréia Araújo.
A paralisação dos servidores prossegue hoje. "Nossa intenção é inviabilizar as eleições, se não atenderem as nossas propostas. Até agora, apenas 1% dos candidatos fizeram registro. Os servidores estão há seis anos sem reajuste e o projeto de reajuste tramita na Câmara Federal há três anos. Queremos sensibilizar o Governo Federal", explicou o diretor de formação sindical do Sindicato dos Trabalhadores na Justiça Federal do Piauí, Pedro Laurentino, durante o movimento nos cartórios eleitorais.



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