segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Energia elétrica paga no Brasil é a quarta mais cara do Planeta



Rio - O alto preço na geração, transmissão e distribuição somados aos tributos e encargos que recaem sobre essa conta tem colocado o valor final do megawatt (MW) da energia brasileiro como um dos mais caros do mundo - tanto para o consumidor residencial como para o industrial.
Conforme estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), lançado em 2011, a indústria brasileira, por exemplo, paga a quarta conta de energia mais elevada do planeta, o que afeta a sua competitividade e vem contribuindo para esquentar o debate sobre a renovação das concessões do setor elétrico que começam a vencer em 2015, na tentativa de baratear o custo da energia no País.
Segundo a Firjan, a tarifa de consumo industrial, de R$ 329 por MWh na média nacional, fica atrás apenas de Itália, Turquia e República Tcheca. A tarifa média dos 27 países que participaram do levantamento foi calculada em R$ 215,50 por MWh. O preço brasileiro, portanto, é 53% superior à média mundial.
Considerando a média dos Brics - R$ 140,70 o MWh -, a tarifa brasileira é 134% maior. A indústria nacional também arca com 131% a mais do que a média de seus principais parceiros comerciais, no caso Estados Unidos, Argentina, China e Alemanha, de R$ 142,20 o MWh.
O trabalho reforça, assim, o alto peso de encargos e impostos sobre o custo total. Eles representam 48,6% da tarifa, já acima do apresentado no levantamento anterior da consultoria Price Waterhouse e Coopers com Instituto Acende Brasil (cerca de 46%).
Mas os custos de geração, transmissão e distribuição (GTD) também têm forte influência no total.
Segundo o estudo da Firjan, no Brasil, ele chega a R$ 165,50 por MWh, supera a tarifa de competidores como China e Argentina, apesar da vantagem hidrelétrica apresentada pelo País.
O documento elaborado pela entidade analisa também as diferenças entre os Estados do Brasil, chegando à conclusão de que nenhum deles é competitivo em nível mundial. Para isso, foram levantadas as tarifas nas 64 distribuidoras nas 27 unidades da Federação.
Na análise das causas desta baixa competitividade, a primeira é que apenas o custo da primeira parte da tarifa, que compreende geração, transmissão e distribuição, já supera os preços finais da energia nos três principais parceiros comerciais brasileiros, no caso a China, os Estados Unidos e a Argentina
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