quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Forte vento provocou ondas no Guaíba, em Porto Alegre
Crédito: Fabiano do Amaral
O maior registro de vento no Rio Grande do Sul provocado pelo ciclone extratropical foi na cidade de Rio Grande. Conforme a MetSul Meteorologia, o município registrou uma rajada de 120,7 km/h às 20h desta quarta-feira. A meteorologista Estael Sias diz que a intensidade é equivalente ao limite inferior da categoria 1 de um furacão.

"A diferença é que o fenômeno se tratou de um ciclone extratropical e em um furacão, o vento de 120 km/h é contínuo, não apenas na rajada", explica Estael. Os estragos causados por vento e chuva obrigaram cerca de 19,2 mil pessoas a deixarem suas casas em todo o Estado.

As rajadas persistem nas próximas horas nas metades Sul e Leste do Estado, mas devem ser mais esporádicas, com tendência de enfraquecimento do vento na quinta-feira. Durante o dia, além de muitos estragos, o vento chegou a virar uma camionete que transportava uma piscina na BR 116. No Uruguai, o vento chegou a 172 km/h em Punta del Este. A capital uruguaia viveu um dia de medo devido ao temporal.

Confira vídeo impressionante feito pela rádio Espectador do Uruguai:





Barra de Rio Grande foi fechada


A terça-feira foi de vento forte e mar agitado no Sul do Estado. Devido a essas condições de vento e ao mar com ondas de dois a três metros de altura, a Barra de Rio Grande foi fechada para a movimentação de navios às 11h e assim permanecia até o final da tarde, pois a ventania se mantinha. Até o início da noite, três navios, atracados em terminais portuários, aguardavam para deixar o porto e outro, fundeado fora da Barra, esperava para entrar.

O forte vento também causou estragos na rede elétrica, principalmente na zona urbana. Conforme o Centro Regional Litoral Sul da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), houve queda de cinco postes, diversos rompimentos de condutores e algumas interferências de vegetais na rede. A maioria dos danos ocorreu na zona urbana, mas também foram registrados problemas nas proximidades das ilhas da Torotama e dos Marinheiros.

Defesa Civil contabiliza estragos

Em diferentes regiões do Estado, municípios tiveram casas destelhadas, árvores e postes arrancados. Famílias precisaram sair de casa e procurar abrigo em moradias de parentes e amigos. A Defesa Civil faz a contagem dos estragos causados pelo mau tempo. Até as 22h, pelo menos 18 cidades gaúchas haviam assinado Notificação Preliminar de Desastre.

• Acompanhe as atualizações do tempo pelo Twitter da MetSul
Com informações da repórter Carmen Ziebell

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