O caso Fernanda Lages completa hoje (04) um ano e dez dias de investigação. A polícia federal deve divulgar o resultado final sobre a morte da estudante até próxima segunda (10). Em entrevista a uma rede de TV local a tia de Fernanda, Cassandra Lages, declarou que não acredita que o caso tenha chegado ao fim, e que o resultado esperado pode não ser o que condiz com a realidade que a família acredita. O advogado da família, Lucas Villa, também presente na entrevista, comentou sobre o trabalho da PF no caso.
Segundo Cassandra Lages que já teve acesso a parte do laudo que será apresentado pela PF, a sobrinha não teria cometido suicídio de forma alguma. “Minha sobrinha jamais iria se matar. Sei de coisas que não posso dizer ainda, vou aguardar bater o martelo. Pelo que me mostraram não tem condição de ser o que eu vi”, informou.
Com relação à tese de suicídio que pode ser apontada no laudo a ser apresentado pela PF, Cassandra relatou “não queremos incriminar nem polemizar com ninguém, só queremos saber de fato o que aconteceu no local da morte de Fernanda. Minha família não vai fazer nem criar problema com a polícia, mas, isso não impede de que vamos atrás de outros meios para desvendar o que aconteceu com Fernanda”.
Com relação ao perfil traçado da jovem, Lucas Villa, acredita que a PF quer enquadrar algo que não existe. “Querem enquadrar um perfil e jogar para a família a responsabilidade do que aconteceu. Um delegado por mais competente que seja não pode traçar um perfil psicológico, o procedimento deve ser feito por pessoas com formação na área”, relatou.
O advogado informou ainda que juntamente com a família, não deixa de acreditar que Fernanda foi vítima de homicídio. “ O que aconteceu pode ter sido um crime passional, não descarto essa possibilidade, de que ela subiu voluntariamente, estava com uma pessoa de confiança e durante uma discussão foi projetada de cima do prédio. Porém, devemos aguardar e após a apresentação dos laudos analisá-los”, concluiu.
A jovem foi encontrada morta na obra do prédio da Procuradoria Geral de Justiça em Teresina no dia 25 de agosto de 2011.
Fonte: Raquel Macêdo/Edição: Lígia Sena

Nenhum comentário:
Postar um comentário